Núcleo de Matosinhos – Passeio turístico anual

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Realizou-se o nosso passeio turístico anual, de 7 a 10 de outubro, com um grupo de 54 sócios, familiares e amigos, de acordo com o plano de atividades para o corrente ano. A concentração dos participantes teve lugar em frente ao Regimento de Transmissões e deu-se início à viagem com partida às 07h15, num confortável autopullman, com destino a Alcobaça. Depois de uma breve paragem na área de serviço da Mealhada, seguimos em direção a Alcobaça para visitar o Museu Nacional do Vinho que é um museu português dedicado ao vinho e à vinha. Localiza-se no centro de Alcobaça, próximo do rio Alcoa. Este Museu é detentor do maior e mais rico espólio vinícola e vitivinícola a nível nacional, com mais de 10 mil peças. Alberga materiais de várias áreas de investigação: etnologia, etnografia, enologia, tecnologia tradicional, arqueologia industrial, artes decorativas, artes plásticas, artes gráficas e arquitetura. O Museu Nacional do Vinho encerrou em 2007 e o projeto só foi retomado em 2012 com o espólio a ser gerido pelo Município de Alcobaça.
Pelas 12h30, realizou-se o almoço num restaurante local, previamente contratado. Depois do almoço, encaminhámo-nos para visitar o Mosteiro de Alcobaça, que foi fundado por D. Afonso Henriques em 1148 e concluído em 1222, em estilo gótico. O mosteiro foi parcialmente incendiado pelos invasores franceses, chefiados por André Massena, em 1810, secularizado em 1834, e depois gradualmente restaurado. Nos braços sul e norte do transepto da igreja do mosteiro, acham-se duas obras-primas da escultura gótica em Portugal: os túmulos dos eternos apaixonados, o rei D. Pedro (1357-1367) e D. Inês de Castro. São as melhores realizações escultóricas da tumulária medieval portuguesa. O mosteiro de Alcobaça foi classificado pela UNESCO, em 1989, Património Mundial. Finda a visita, fez-se a viagem para a Foz do Arelho (INATEL) onde se fez o check-in e de seguida decorreu o jantar.
Depois do pequeno almoço, o dia 8 de outubro iniciou-se com a visita à Escola das Armas, localizada em Mafra, no Palácio Nacional de Mafra. A Escola das Armas foi criada a 1 de outubro de 2013, na sequência duma reestruturação levada a cabo pelo exército, que levou à desativação da EPI (Escola Prática de Infantaria), e como consequência da unificação das diversas Escolas Práticas das Armas do Exército (Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia, Transmissões). Pretendeu-se desta forma, concentrar num único local todas as Escolas Práticas das Armas, herdando destas todo o seu espólio heráldico e histórico. O atual Comandante é o Brigadeiro-general Marques Avelar. Antes de se iniciar a visita, o Presidente do Núcleo, Tenente-coronel Armando Costa e o Vogal da Direção, Sargento-mor José Gomes, foram recebidos pelo Comandante para apresentação de cumprimentos e uma troca de lembranças. A visita à Escola das Armas iniciou-se de seguida e foi conduzida pelo Sargento-ajudante Carlos Ramos que, de uma forma extremamente profissional e meticulosa, nos mostrou as diversas áreas e dependências que fazem parte daquela unidade militar. De acordo com o planeado, seguiu-se a almoço no “refeitório dos frades” onde foi servida uma refeição tipicamente militar, que foi muito apreciada por todos os presentes. Posteriormente, iniciamos a visita ao Palácio Nacional de Mafra, também conhecido como Convento de Mafra que é composto por um palácio e um convento, em estilo barroco, de influência romana e germânica, a que se associa um jardim e a Tapada Nacional de Mafra. Está classificado como Monumento Nacional, desde 1907, e inscrito na Lista do Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 2019, sendo parte do sítio cultural designado de Real Edifício de Mafra, composto pelo palácio, que integra a basílica (com conjunto de 6 órgãos e 2 carrilhões) e a biblioteca, um convento e estabelecimentos de ensino militar, o Jardim do Cerco e a Tapada. A sua construção foi tema da obra Memorial do Convento, de José Saramago. Em 2022, este monumento registou 189 694 entradas, sendo um dos monumentos mais visitados do país. Está em curso a transferência, para uma parte da ala norte do edifício, do Museu Nacional da Música. A transferência está prevista para 2025. Após a visita, fez-se a viagem para a Foz do Arelho para o alojamento e jantar.
O dia 9 de outubro foi destinado para a visita livre à pitoresca vila de Óbidos, onde, por entre as muitas atrações de caráter cultural, se degustou a famosa ginjinha de Óbidos. Após visita, viagem para Caldas da Rainha, para almoço em restaurante local. Após o almoço, viagem para Peniche onde visitamos o Museu Nacional Resistência e Liberdade localizado no Forte de Peniche. O Museu Nacional Resistência e Liberdade nasce do reconhecimento da Fortaleza de Peniche enquanto espaço-memória e símbolo maior da luta pela liberdade à escala nacional, com ressonâncias internacionais na luta ancestral e atual pela Democracia e pelo respeito dos Direitos Humanos. Após a visita fez-se a viagem para a Foz do Arelho para o alojamento e jantar.
No dia 10 de outubro, dia de regresso, depois do pequeno-almoço, fez-se o check-out e saímos para visitar as salinas em Rio Maior. As salinas são compartimentos – talhos – feitos de cimento ou de pedra, de tamanho variado e pouco fundos, para onde, por regueiras, é conduzida a água salgada que se tira de um poço. Presentemente, a água é elevada por meio de um motor e distribuída segundo um sistema conjuntamente aceite e respeitado (nem sempre) por todos os proprietários. Os esgoteiros, as eiras e as casas de madeira para armazenagem do sal completam o conjunto do que é denominado Marinhas de Sal de Rio Maior. Uma mina de sal-gema, extensa e profunda, segundo os técnicos, atravessada por uma corrente subterrânea que alimenta um poço, faz com que a água dele extraída seja salgada, sete vezes mais salgada do que a do mar. Da sua exposição ao sol e ao vento e consequente evaporação da água obtém-se o sal, depositado no fundo dos talhos, o qual depois é colocado em montes, em forma de pirâmides, para secar até ser recolhido. O processo é rudimentar e semelhante ao usado nas salinas da beira-mar, havendo apenas diferença no vale pitoresco que as rodeia, no poço, no estilo próprio dos marinheiros (como são conhecidos os homens que trabalham nas salinas), nas casas de madeira e no ar campestre que se respira. No final da visita, seguiu-se viagem para as Caldas da Rainha, para almoço em restaurante local. Após o almoço, visita ao Parque D. Carlos e Museu José Malhoa. Seguiu-se a viagem passando por S. Martinho do Porto e Nazaré com uma breve paragem e início do regresso ao Porto onde chegamos às 19h15. Esta atividade, que contou com a inscrição de um novo sócio, caracterizou-se por momentos muito agradáveis de boa-disposição e de convívio.
Em conclusão, nesta viagem do Núcleo durante quatro dias, todos foram de opinião que será de repetir numa próxima oportunidade. Foram quatro dias revitalizantes, cheios de alegria e com bom tempo – todos estiveram felizes e cooperantes.

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