Encontra-se a decorrer um estudo que permitirá aprofundar o conhecimento sobre as experiências e os percursos dos Combatentes portugueses e das suas famílias.
O estudo envolve a realização de questionários junto de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar e das suas esposas, bem como de militares que participaram em Missões de Paz.
Este estudo resulta de um protocolo de colaboração estabelecido entre a Liga dos Combatentes, o Instituto Superior de Economia e Gestão e a Nova SBE. Apela-se à colaboração de todos os Sócios da Liga dos Combatentes que tenham participado na Guerra do Ultramar ou em Missões de Paz.
Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar
Os Antigos Combatentes participantes estão a ser selecionados aleatoriamente, pela equipa de investigação, entre os Sócios da Liga dos Combatentes, procurando garantir uma adequada representação das diferentes regiões do País.
Os Antigos Combatentes selecionados que pretendam participar deverão dirigir-se ao Núcleo da Liga dos Combatentes em que se encontram inscritos, de acordo com as indicações que lhes forem transmitidas para responderem ao questionário.
Sem prejuízo deste processo de seleção, qualquer Antigo Combatente da Guerra do Ultramar que pretenda voluntariar-se para participar no estudo deve, para o efeito, dirigir-se ao respetivo Núcleo.
Esposas e Viúvas de Antigos Combatentes
A recolha de questionários junto das esposas de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar terá início em breve.
As informações relativas à forma de participação e ao acesso ao respetivo questionário serão oportunamente divulgadas pela Liga dos Combatentes e pelos seus Núcleos.
A Liga dos Combatentes agradece, desde já, a disponibilidade e a colaboração de todos os participantes, fundamentais para o bom desenvolvimento deste importante estudo.
Militares de missões de paz
A participação pode ser efetuada através de um link que será disponibilizado em breve.
Qualquer esclarecimento/Informação que for necessária poderá ser solicitada por email: estudo.combatentes@ligacombatentes.org

 

1 COMENTÁRIO

  1. Existe uma desigualdade entre Oficiais do QP que entraram na Academia Militar depois do 25 de Abril de 1974. Existem Oficiais que não foram nomeados para missões de paz mas passaram mais de 40 anos a comandar tropas em território nacional. Há Oficiais que foram nomeados para 3, 4 ou mais missões de Paz, mas houve outros Oficiais que faziam o recrutamento, instrução e treino das força em território nacional e que não foram nomeados porque eram necessários nas missões que desempenhavam.
    Sou Oficial de Artilharia, no início das missões de Paz tinham preferência os Oficiais de Infantaria, os Oficiais de Artilharia muito raramente integravam essas missões no estrangeiro. Quando fui Comandante do Grupo de Artilharia da BrigInt tive uma reunião com Cmdt RA5(RASP) para que as Forças de Operações de Paz integrarem mais Oficiais de Artilharia sugerindo que fosse nomeado um efectivo de pelotão (Oficiais, Sargentos e Praças). Os Oficiais de Artilharia estavam a ficar para trás em relação aos Oficiais e Infantaria e também aos Oficiais de Cavalaria. Não fui nomeado para missões de Paz, porque começava a ser mais antigo para integrar as forças de Operações de Apoio Paz, no entanto a minha vida militar foi comandar Baterias de Artilharia de Campanha e Bateria de Instrução, Grupo de Artilharia de Campanha e Grupo de Instrução, nunca tive falta de soldados, nem de munições, passei a minha vida militar em exercício de norte a sul do País. Fui também Observador Aéreo e fui também Oficial de Educação Física tendo organizado campeonatos desportivos a nivel de Unidade, Região, Exército e das Forças Armadas incluído campeonatos de tiro. Fui Chefe da Repartição de Instrução e Treino do QG/RMN e Chefe da Repartição no Comando da Logística. Hoje tenho o chamado “ouvido de artilheiro” porque no meu tempo não usavamos protecção nos ouvidos tanto no tiro de artilharia como no tiro de armas ligeiras nas carreiras de tiro. Sou do parecer já que o actual estatuto contempla os militares que participaram em missões no estrangeiro depois do 25ABR74 que inclua também os militares que dedicaram a sua vida ao serviço da Pátria, no meu caso mais de 40 anos e estive sempre disponível e preparado para integrar missões no estrangeiro. Actualmente claro que não estou contente quando Oficiais, Sargentos e Praças muitos deles serviram em RC que foram meus subordinados alguns no máximo por seis anos, serem considerados Antigos Combatentes e eu que servi a Pátria durante mais de 40 anos, tendo sempre cumprido todas as missões que me foram confiadas não sou considerado. Nunca pedi missões porque sempre entendi que um militar não pede missões, as missões são lhe atribuídas. Sempre confiei na Instituicão Militar e na Gestão de Recursos Humanos, provavelmente cometi um erro, da vez de andar a formar Combatentes, devia me ter oferecido para todas as missões no estrangeiro teria sido mais compensador financeiramente.
    Mais indignado fico porque os meus irmãos combateram na Guiné na década de 60/70.
    Carlos de Oliveira Andrade
    Coronel de Artilharia

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