Na tarde de 12 de setembro de 2026, a freguesia de São Miguel de Acha no município de Idanha-a-Nova inaugurou o seu Monumento de homenagem aos Combatentes naturais da localidade que serviram Portugal na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na Guerra do Ultramar (1961-1975) e aos prisioneiros de guerra.

A inauguração do Monumento, localizado no centro da freguesia num espaço reabilitado para o efeito, contou com o apoio do Núcleo de Castelo Branco da Liga dos Combatentes (LC). O programa da cerimónia incluiu o hastear da Bandeira Nacional e a entoação do Hino Nacional, a bênção do Monumento pelo pároco local, deposição de coroas de flores e alocuções alusivas ao ato pelas principais entidades locais e pelo Presidente da LC.

Destaca-se a grande mobilização de Combatentes, das suas famílias e da comunidade de São Miguel de Acha que assistiu à cerimónia inaugural, na presença de um pelotão da Tropas Paraquedistas. Em termos institucionais, marcaram presença a Presidente do Município de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, a Presidente da Junta de Freguesia de São Miguel de Acha, Cristina Geraldes, o Presidente da Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova, João Pedro Roxo Rodrigues, o Presidente da LC, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, o Vogal da Direção Central da LC, Arq. Eduardo Varandas dos Santos, e o Presidente do Núcleo de Castelo Branco da LC, Coronel Fernando Costa.

Dos discursos proferidos, a Presidente do Município referiu que o Monumento é um “dever de memória, de gratidão e de justiça”, sublinhando os sacrifícios feitos pelos militares e pelas suas famílias: “Quando um homem parte para a guerra, fica uma família inteira a esperar e a sofrer com a ausência. Esta homenagem também é vossa. Queremos que os nossos filhos e os nossos netos passem por aqui e saibam que estes homens enfrentaram a guerra com coragem”.

As palavras do Presidente da LC demonstraram o seu orgulho pessoal e institucional na homenagem prestada ao Combatentes de São Miguel de Acha, afirmando: “Aqui estou. Como Antigo Combatente, como alguns de vós, e como Presidente da LC, instituição centenária e intergeracional. É com satisfação que me constituo em parte integrante do marcante regozijo coletivo que neste momento colheu especial oportunidades para publicamente ver homenageados cidadãos únicos que um dia juraram defender Portugal e que o fizeram de armas na mão, por um longo período de tempo, alguns com o sacrífico da própria vida.” Não obstante algumas das recentes atribuições de direitos aos Combatentes, foi lembrado que “os Governos da Nação esqueceram durante muitos anos quase totalmente os seus Combatentes, e assim se têm comportado, se tomarmos por referência 1914 e a Grande Guerra, vivida em África e em França, e a Guerra do Ultramar”. Neste sentido é necessário fazer mais em termos da revisão legislativa referente aos complementos e suplementos especiais de pensão.

O dia terminou com um pequeno convívio na Junta de Freguesia que reuniu em exposição diversos objetos e fotografias de Combatentes da Guerra do Ultramar.

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