Núcleo de Bragança – Monumento aos Combatentes do Ultramar

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O Núcleo de Bragança da Liga dos Combatentes (LC) e a Câmara Municipal de Bragança prestaram uma justa homenagem aos seus Combatentes, no dia 22 de agosto de 2026, com a inauguração do tão desejado Monumento aos Combatentes do Ultramar, localizado no Parque da Braguinha, junto da Avenida das Forças Armadas.
A homenagem, realizada simbolicamente no Dia da Cidade e da sua padroeira Nossa Senhora das Graças, pretende perpetuar na memória do concelho os 39 Heróis Bragantinos que perderam a vida ao serviço da Pátria, entre 1961 e 1975, e todos os Combatentes que cumpriram o seu serviço militar nesse mesmo período.
Este Monumento, da autoria do Arquitecto David Fernandes, está edificado em ferro e pedra, com três elementos escultóricos que simbolizam os três ramos das Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea), inclui uma serpente na base que representa o sangue derramado e os desenhos de bustos de soldados incógnitos.
A cerimónia de inauguração revestiu-se de grande solenidade, tendo marcado presença a Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, a Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, membros do Núcleo de Bragança da LC e o seu Presidente, Tenente-coronel José Sebastião Fernandes, os Núcleos da LC de Miranda do Douro e de Macedo de Cavaleiros, bem como a Associação de Paraquedistas de Vila Real, Trás-os-Montes e Alto Douro, muitos Combatentes bragantinos e outras entidades.
Em declarações ao «Jornal do Nordeste», o Tenente-coronel José Sebastião Fernandes fez questão de salientar que, apesar da inauguração deste Monumento ser uma ocasião muito feliz para os Combatentes e para o Núcleo, a verdade é que no respeitante aos direitos “Muitos dos que estiveram na guerra já não vão estar cá para usufruir desses direitos, mas os que cá estiverem devem ter esse reconhecimento e direito. (…) vão ter gratuitidade nos transportes públicos a nível nacional. É bom, mas ainda é pouco e eles seguramente que reconhecem isso. Também falta uma pensão digna para que todos eles tenham uma vida digna. Eles e as suas famílias”.
A terminar, salientam-se as palavras do Sócio Combatente Jorge Moreira ao mesmo jornal, ao referir de forma emocionada que “Para mim é um dia especial. Por incrível que pareça, era a única capital de distrito que não tinha um Monumento aos Combatentes [do Ultramar]. Lutámos contra muita gente, contra espaços que nos queriam dar, que nos queriam impor. Felizmente optámos por este espaço aqui, que é um espaço magnífico, e tivemos que passar por três presidentes [da Câmara Municipal] para ser inaugurado o Monumento. É pena, mas neste momento estou muito contente porque se concretizou um dos sonhos que eu tinha quando fui para a Liga dos Combatentes”. Fotografias: Jornal Nordeste e Mensageiro de Bragança

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