Em 26 de junho de 2021, na Vila de Coruche, distrito de Santarém, realizou-se uma Cerimónia de Inauguração de um Memorial em honra, glória e homenagem aos Combatentes deste concelho. O anfitrião foi o Presidente do respetivo Município, Francisco Silvestre de Oliveira. Autarca que contou com o apoio direto e permanente o Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, nomeadamente em toda a estrutura do Guião e sequência do cerimonial militar, para além de todos os pedidos e contactos diretos ao exterior efetuados neste âmbito. Francisco Oliveira, desde o primeiro momento que se dirigiu à Direção do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, a propor que se associasse ao Projeto de tão digna, justa e nobre causa, tratando-se de uma pretensão imediata de homenagear todos os seus Combatentes, naturais deste concelho, desde logo a resposta foi afirmativa à proposta. Enraizando-se uma enorme empatia e sã amizade, entre estas duas entidades. Assim e desde logo se começou a trabalhar neste Projeto a todo o instante numa plena sintonia, mútuo espirito de cooperação, entreajuda e amizade.
A cerimónia, teve lugar no Jardim 25 de Abril, fantástico espaço que foi recentemente requalificado, contíguo ao espelho de água do rio Sorraia. As entidades oficiais que estiveram presentes foram: Francisco Silvestre de Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Coruche, quem presidiu a referida cerimónia; Berta Alexandra Santos, Presidente da Assembleia Municipal de Coruche; Nuno José Azevedo, Presidente da União de Freguesias de Coruche, Fajarda e Erra e Sargento-Chefe Carlos Sá Pombo, Presidente do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes.
Tendo-se também associado ao evento o Presidente do Núcleo de Vila Franca de Xira e respetivo Porta-Guião, para além de duas centenas de pessoas, grupo constituído por antigos Combatentes, seus familiares e amigos, que se dignaram deslocar-se ao local a fim de puderem assistir à tão Nobre Cerimónia da Inauguração do Memorial de Homenagem aos Combatentes do seu Concelho.
O Guião Protocolar da cerimónia, devidamente preparado com extremo rigor, por forma que a conduta cerimonial fosse irrepreensível. Evento que se iniciou com a prestação de Honras Militares ao seu Anfitrião, levadas a efeito por uma Força constituída por 10 Militares pertencentes ao Regimento de Artilharia Nº 5 de Vendas Novas, comandada pela 2º Furriel Adriana Lopes.
Terminadas as Honras Militares, seguiu-se a bênção ao Memorial de Homenagem aos Combatentes. Momento de cariz religioso, ficando à responsabilidade do Reverendíssimo Padre Elias Serrano.
No decurso da cerimónia fizeram uso da palavra, o Presidente do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, Sargento-Chefe Carlos Pombo e o   Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira.
Carlos Pombo, Presidente do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, foi o primeiro a intervir, tendo enfatizado o facto dos muitos jovens terem regressado após terminadas as suas obrigações militares, com traumas em que muitos deles ainda hoje assim permanecem, merecendo estes a nossa especial atenção, nomeadamente os Deficientes das Forças Armadas e aos que sofrem de Perturbação Stress Pós-Traumático de Guerra.
O Presidente do Núcleo de Santarém aproveitou o momento para “Evocar as Mulheres”, que viram partir os seus entes queridos, maridos, noivos, irmãos, pais, netos e acima de tudo, os seus filhos. Realçando que elas, longe das várias Frentes de Batalha, desempenharam um papel essencial no moral dos que combatiam. Tendo sido assim elas também umas autênticas combatentes. Terminou, com umas palavras dirigidas ao anfitrião do evento, dotado de enorme carga emocional: “Senhor Presidente do Município de Coruche, as minhas sinceras felicitações pela sua Obra detentora de enorme nobreza e simbolismo feita neste Concelho, em que V. Exª preside. Esperando que o seu exemplo frutifique, em muitas outras terras de Portugal, por forma a homenagearem também os seus próprios Filhos”.
Intervenções que foram encerradas por Francisco Silvestre de Oliveira, Presidente do Município, tendo o mesmo salientado que estava a vivenciar um momento, já ambicionado por si há muito tempo e esta homenagem aos combatentes servia também como um marco na ajuda à passagem do testemunho aos jovens, nomeadamente os mais altos valores patrióticos e a devida gratidão ao esforço, espirito de sacrifício, coragem, abnegação e contributo que os filhos daquela terra tinham dado nas várias zonas de conflito em terras distantes, acabando alguns deles até por perder o seu bem mais precioso, a própria vida. Esta autarca terminou, afirmando: “Este monumento não apaga a dor dos Combatentes e das suas Famílias, mas é um permanente reavivar da memória de todos, para que tenhamos consciência da necessidade imperiosa de evitar a guerra”. Salientando-se também ao elevado significado cívico, ético e patriótico que estes géneros de cerimónias apresentam. Ambas as dissertações foram complementares e revestidas do mesmo sentimento, isto é, na justa, sentida e profunda homenagem aos combatentes, neste caso, aos oriundos do concelho de Coruche.
A Cerimónia continuou, com a deposição de uma coroa de flores junto ao Memorial, seguida da homenagem aos 30 filhos desta terra tombados em combate.
O Reverendíssimo Padre, efetuou uma prece, seguida de um pequeno período de profundo silêncio, em que o seu levantamento foi marcado pelo Toque de Alvorada.
Toda a cerimónia de inauguração de homenagem aos combatentes de Coruche, decorreu num ambiente dotado de muita dignidade e de enorme envolvência de sentimento, coesão e respeito, embutido nos mais altos valores pátrios a que os nossos combatentes e História e Portugal detém e merecem. Valores estes que todos nós temos por dever moral e cívico, preservá-los, por forma a nunca serem desvalorizados pelas atuais gerações e muito menos esquecidos nas vindouras.
Tendo-se aproveitado o momento do cerimonial para serem atribuídas Medalhas Comemorativas das Campanhas da Forças Armadas, distinguindo três Combatentes associados ao Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, por terem prestado serviço militar nas antigas Províncias Ultramarinas, durante a Guerra do Ultramar, conforme a baixo se mencionam:
– Vítor Manuel Páscoa Vieira. “Guiné: 1966 – 1968”.
– José Miguel Páscoa Vieira. “Angola: 1974 – 1975”. Medalha atribuída a título póstumo, entregue à sua viúva, Maria Rosa Teles Vieira.
– Luís Manuel Lopes Alves. “Angola: 1972 – 1974”.
A cerimónia de inauguração ao memorial de homenagem aos combatentes da Guerra do Ultramar pertencentes ao concelho de Coruche, foi encerrada com a leitura de um poema, efetuada pelo senhor Joaquim Ernesto da Fonseca; com o título: “Da Flor e Da Música”. Poema de autoria do Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, Presidente da Direção Central da Liga dos Combatentes. Homenageando os Combatentes, através o simbolismo das Coroas de Flores e o Toque de Clarim, adequado a este Momento Cerimonial.
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1921. Constituem objetivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de ações de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a proteção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objetivos, nomeadamente no que respeita à adoção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por atos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e direto dos seus associados.

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A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1921. Constituem objetivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de ações de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a proteção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objetivos, nomeadamente no que respeita à adoção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por atos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e direto dos seus associados.

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