A freguesia de Vila de Punhe, no concelho de Viana do Castelo, viveu um dia muito especial na preservação da memória dos Militares que nasceram na freguesia ao inaugurar, em 11 de outubro de 2026, o seu Monumento aos Combatente da Grande Guerra (1914-1918), localizado na Avenida Padre Júlio Cândido da Costa.
Destaca-se que esta homenagem foi concretizada em ano de centenário das Festas em Honra de São Sebastião, Santa Eulália e Santo António, uma tradição que remonta a 1926 e está ligada a uma promessa de fé feita por Combatentes de Punhe que serviram na Grande Guerra.
O Monumento, da autoria de Cláudio Alves, apresenta a representação de uma silhueta de um soldado da Grande Guerra, recortada em granito com o objetivo de transformar o vazio em memória, a presença e a ausência do Combatente e a marca deixada por uma geração mobilizada para a guerra. Na base do Monumento está também colocada uma simbólica Chama da Pátria, bem como umas botas e um capacete evocando os que partiram, os que regressaram e os que ficaram à espera.
Na cerimónia de inauguração, muito participada pela comunidade local e, em particular, pelos Combatentes do Ultramar, juntaram-se ainda as seguintes entidades: Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre; Presidente da Junta de Freguesia de Vila de Punhe, Bruno Guimarães; Vice-presidente do Núcleo de Viana do Castelo da Liga dos Combatentes (LC), Coronel Orlando Novo; Comissão de Festas de Vila de Punhe; e o Padre Domingos Meira que procedeu à bênção do Monumento.
Nas alocuções alusivas ao ato, o Presidente do Município de Viana do Castelo salientou que a edificação deste Monumento constituía uma oportunidade para “recordar os cidadãos da freguesia, da região e do país que foram cumprir uma missão” e que “Há mais de cem anos, foram convocados e, ainda hoje, sentimos as consequências da guerra”.
O Presidente da Junta de Freguesia de Vila de Punhe destacou que esta homenagem aos Combatentes da Grande Guerra era “um gesto de memória, de respeito e, acima de tudo, de gratidão”, relembrando também as famílias e o impacto que a guerra deixa para além do campo de batalha.
O Vice-presidente do Núcleo de Viana do Castelo da LC realçou que “não estamos a valorizar a guerra, estamos sim a valorizar aqueles que foram para a linha da frente, para lutar por aquilo que se acreditava ser a Pátria” e que “Este e qualquer Monumento é, por isso, uma homenagem àqueles que deixaram tudo para trás, que tiveram de deixar as suas casas e famílias” valorizando os “símbolos de memória para que os Combatentes nunca sejam esquecidos!”.
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