Um Torpedo da Marinha no Museu do Combatente

0
274
O dia 5 de novembro foi também o dia em que o Torpedo Whitehead 35 (MM.08317) com ogiva de combate e cedido pelo Museu de Marinha foi colocado em frente ao paiol da Marinha no Museu do Combatente, pronto para inauguração no dia 11 de novembro.
Após diligências com o Diretor do Museu de Marinha, Comodoro José António Croca Favinha em que foram interlocutores a 1Ten TSN-HIS Ana Tavares, Chefe do Serviço de Património, e o Saj A Costa Alves, Chefe da Secção de Exposições, foi o torpedo transportado ao Museu do Combatente num jeep da Autoridade Marítima.
A Liga dos Combatentes agradece ao Senhor Almirante CEMA António Calado a oferta do torpedo ao Museu do Combatente.
Esta peça, de ligas metálicas de aço e bronze, tem um comprimento de 435,00 cm e 37,00 cm de diâmetro, e aproximadamente 400 kg de peso.
A Marinha dos Estados Unidos publicou o manual The Whitehead Torpedo, em 1898), estabelecendo o perfil geral de um torpedo Whitehead.
Robert Whitehead nasceu em Bolton, Inglaterra, em 3 de janeiro de 1823 e frequentou uma escola local até ingressar no Manchester´s Mechanic´s Institute se formou em engenharia, mas foi em Milão onde fabricou maquinaria para as indústrias têxteis e de seda, mudando-se mais tarde para Trieste.
Um Sopwith Cuckoo lança um torpedo (Grande Guerra)
O Capitão Giovanni Luppis fabricou um modelo impulsionado por um mecanismo tipo mola de relógio e comandado remotamente por cabos de terra segundo desenhos de um oficial austríaco, e convidou Whitehead, que trabalhava na fábrica Stabilimeno Technico Fiumano, em Fiume (Rijeka),actualmente Croácia, a trabalhar com ele.
Whitehead interessou-se pelos problemas de detonação remota de explosivos subaquáticos e em 1859 a Marinha austríaca pediu a Whitehead para desenvolver o desenho de um torpedo submarino com propulsão própria tendo em 1868 apresentado à Marinha Britânica o primeiro modelo de torpedo móvel com aplicação prática.
Com a ajuda do seu filho de 12 anos, por volta de 1866, desenvolveu um torpedo voador que conseguia atingir uma velocidade de aproximadamente 12.964,00 km (7 knots) e uma distância de 640,08, mas (700 yards), depois de ser disparado debaixo de água por ar comprimido.
Para manter o torpedo a uma determinada profundidade, Whitehead desenvolveu um prato hidrostático para dirigir o leme de profundidade, por uma corda ligada a um pêndulo. Este foi a primeira vez que se introduziu este sistema num torpedo.
Em 1868 Whitehead ofereceu 2 tipos de torpedos aos navios do mundo:
  • Um de 3,5 mts de comprimento com o diâmetro de 35,5 cm. Pesava cerca de 157 kg e tinha uma ogiva de 18.1 kg.
  • Outro de 4,3 mts de comprimento com um diâmetro de 40.6 cm, peso de 295 kg e uma ogiva de 27.2.
Ambos os modelos podiam alcançar cerca de 17 km/h (8-10 knots) com um alcance de 183 mts (200 yards).
Entretanto, o torpedo de 18 inch (polegadas), (Mk II), apresentado à Marinha Real, teve tanto sucesso que a marinha rapidamente encomendou uma grande quantidade com a condição de instalar a fábrica em Inglaterra, caso contrário cancelava as encomendas, pelo que Whitehead decidiu construir no Porto de Portland.
Whitehead no Museu do Combatente
Robert Whitehead retirou-se com 80 anos e em 14 de novembro de 1905 Whitehead morre com 82 anos, tendo recebido nove condecorações de diferentes países, mas, ironia, nenhuma inglesa, o seu país natal.
Em 1906 a Vickers and Armstrong-Whitworth and Co tomou o controlo, tendo sido desenhados novos torpedos maiores e mais velozes.
Em 1939 os torpedos de 21 inc Mk VIII para submarinos, Mk IX para navios e o de 18 inch Mk XII para aviões, todos a ar comprimido, com o novo motor com peróxido de hidrogénio, “Burner Cycle”, que permitia a um torpedo de 21 inch aumentar a velocidade para 50 nós (92,6 kph) eram os usados na marinha inglesa.
Os Estados Unidos começaram a usar os torpedos Whitehead em 1892. O torpedo era lançado de um tubo acima ou abaixo da linha de água, usando uma carga de ar ou pólvora.
Fontes: website de Phill Russell e fotos e Doug Hollings, autorização de Dave Hanson de um artigo para a Royal Navy para publicação detalhes.
Isabel Martins
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1921. Constituem objetivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de ações de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a proteção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objetivos, nomeadamente no que respeita à adoção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por atos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e direto dos seus associados.

Artigo anteriorSeixal – Dia de Finados
Próximo artigoEstremoz – Dia de Finados
A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1921. Constituem objetivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de ações de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a proteção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objetivos, nomeadamente no que respeita à adoção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por atos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e direto dos seus associados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here