Realizaram-se em 11 de novembro as comemorações do 102.º aniversário do Armistício, 99.º aniversário da Liga dos Combatentes e 46.º aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, este ano em formato muito reduzido devido à pandemia.
As cerimónias tiveram início às 09H00 na Avenida da Liberdade, onde a Direção Central da Liga depositou uma coroa de flores junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra existente naquela avenida. Esteve presente uma delegação da associação francesa “Souvenir Français” que se associou à cerimónia e depositou também uma coroa de flores. A Direção Central dirigiu-se depois, para o Forte do Bom Sucesso onde, no Gabinete do Presidente da Liga, se realizou uma cerimónia de agraciamento.
CERIMÓNIA DE CONDECORAÇÕES
– Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes: atribuída à Cônsul Honorária de Portugal em Nampula, Maria de Lurdes Pereira.
– Condecoração francesa da Associação Nacional dos Titulares do Título de Reconhecimento da Nação – Medaille em or avec palm du Civisme et Dévouement International: atribuídas pelo Presidente desta Associação – Seção Portugal, António Manteigas, à Embaixadora de França em Portugal, Madame Florence Mangin, Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Chito Rodrigues, Adido de Defesa da França em Portugal, Capitão-de-fragata Fernando Sendão, Vice-presidente da Associação Nacional dos Titulares do Título do Reconhecimento da Nação, Coronel René Mesure, e Capitão-de-mar-e-guerra Filipe Macedo, da Direção Central da Liga dos Combatentes.
Passou-se depois para a parada frente ao Monumento aos Mortos do Ultramar onde estava montada uma tribuna para apenas dez convidados, considerando as limitações existentes com a pandemia da Covid-19.
O Presidente da República recebeu as honras devidas por uma Guarda de Honra presente e as salvas por uma bataria do Exército. Houve apenas a alocução do Presidente da República, que se referiu ao Estatuto do Combatente e às missões das Forças Armadas e a homenagem aos mortos com os toques de “Silêncio, aos mortos e Alvorada” por uma fanfarra do Exército e a deposição de coroas de flores pelas entidades presentes.
Seguiu-se depois para o interior do Museu do Combatente para a inauguração das exposições, em grupos reduzidos de quatro entidades para cumprir as regras do confinamento. Visitaram-se as exposições de pintura do artista Domingos Camponez (sobre a Guerra do Ultramar), de escultura de Ivone Dias Caipi, de modelos de navios de guerra portugueses do século passado da autoria do Eng.º Vítor Cardoso e de duas exposições permanentes que aumentaram o acervo do Museu do Combatente muito significativas para os combatentes: um helicóptero Alouette III, referência para um milhão de combatentes da guerra do Ultramar e um torpedo que equipa algumas fragatas e submarinos mais modernos da Marinha.
Na outra exposição permanente assinalámos a evolução das Comunicações dando ênfase à Imprensa e à recuperação de material da antiga e reconhecida tipografia da Liga dos Combatentes, bem como às Transmissões do Exército, no ano do seu 50.º aniversário.
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