Como todos os anos em cerimónias oficiais, o espaço em frente ao Museu do Combatente e Monumento aos Combatentes do Ultramar fervilha de pessoas e equipamentos, prontos para o ensaio pelas 08h00 da manhã das cerimónias militares. A começar pela tribuna que já tinha sido montada na véspera pelo exército, a retirada dos 3 obuses que pernoitaram no Museu prontos para serem colocados junto à Torre de Belém para as salvas no devido tempo, os militares e banda a formarem para o ensaio geral e como sempre o emocionante Hino Nacional cantado por todos que aquela hora da manhã reveste especial gravidade.
Entretanto os convidados foram chegando sentando-se nos lugares marcados na tribuna, este ano com a devida separação, restrição do número de pessoas presentes por motivo da ainda segurança necessária pelas circunstâncias. Viam-se os guiões de alguns Núcleos da Liga dos Combatentes e as pinceladas azuis dos lenços, camisas e boinas dos combatentes das Operações de Paz e Humanitárias.
Já com a presença de elementos da Direção Central no local, para os contactos e cumprimentos aos convidados que foram condecorados, chegou o Presidente da Liga dos Combatentes, TGen. Joaquim Chito Rodrigues, que recebeu o Chefe de Estado Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Joaquim Manuel Nunes Borrego, e o Vice-Chefe do Estado Maior da Armada, Vice-Almirante Jorge Manuel Novo Palma, em representação do Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado, acompanhando-os à tribuna após terem feito continência ao Estandarte Nacional à guarda da Liga dos Combatentes e se terem apresentado perante o Comandante das Forças em Parada.
À medida que iam chegando as altas entidades, Sua Excelência a Secretária de Estado para os Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Professora Doutora Catarina Sarmento Castro e S. Excelência o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, foram recebidos pelo Presidente da Liga dos Combatentes que os acompanhou na saudação e continência ao Estandarte Nacional e na presença junto ao Comandante das Forças em Parada.
Finalmente chegou a entidade que presidiu às cerimónias, S. Exa. o Ministro da Defesa Nacional, Prof. Dr. João Gomes Cravinho, que foi recebido por S. Exa. o Almirante CEMGFA, Silva Ribeiro, e pelo Presidente da Liga dos Combatentes, e após saudação ao Estandarte Nacional dirigiu-se para o ponto de continência onde lhe foram prestadas honras militares, fazendo-se ouvir dezanove salvas de artilharia durante a cerimónia e o Hino Maria da Fonte, tendo de seguida passado revista à força acompanhado do Comandante da mesma.
Comemorando-se neste dia o Dia Internacional das Operações de Paz e Humanitárias, usou da palavra o Exmo. Presidente da Associação Portuguesa dos Capacetes Azuis, Sr. Fernando Frederico da Silva, seguido pelo Presidente da Liga dos Combatentes, TGen. Joaquim Chito Rodrigues, e finalmente o Ministro da Defesa Nacional.
Na sequência da cerimónia procedeu-se à entrega de condecorações:
A Medalha de Serviços Distintos destina-se a galardoar serviços de carácter militar, relevantes e extraordinários ou atos notáveis de qualquer natureza ligados à vida da instituição militar de que resulte em qualquer dos casos honra e lustre para a Pátria ou para a própria instituição.
Foi agraciado com a Medalha de Serviços Distintos, Grau Prata, o Exmo. Coronel do Exército Carlos Manuel Alves Batalha da Silva. Convidou-se a impor esta condecoração S. Exa. o Ministro da Defesa Nacional.
As medalhas privativas do Ministério da Defesa Nacional, do Estado-Maior-General e dos Ramos das Forças Armadas destinam-se a galardoar os militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Ministério da Defesa Nacional, do Estado-Maior-General das Forças Armadas ou do respetivo ramo. Foi atribuída a medalha da Defesa Nacional 1ª Classe ao Exmo. Capitão-de-Mar-e-Guerra Filipe Macedo.
Foi agraciado com a medalha Cruz de S. Jorge, 1ª classe, o Exmo. Coronel da Força Aérea, António Correia. Convidou-se a impor esta condecoração a S. Exa. o Chefe-do-Estado-Maior General das Forças Armadas.
A Medalha de Mérito da Liga dos Combatentes destina-se a galardoar pessoas singulares, nacionais ou estrangeiras, bem como sócios e fundadores da Liga pelos serviços distintos e de elevado mérito, prestados em benefício da Liga dos Combatentes ou ao seu serviço, que revelem excecionais qualidades e virtudes, pela afirmação constante de elevados dotes de carácter, lealdade e abnegação, espírito de sacrifício e competência profissional.
Foram agraciados no Grau Ouro:
– o Exmo. Sr. Dr. Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos, Presidente da Câmara Municipal da Batalha,
– o Exmo. Sr. Dr. Isaltino Afonso Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras,
– o Exmo. Sr. Dr. Luís Carlos Piteira Dias, Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas,
– o Exmo. Sr. Dr. Alberto Mesquita, Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
Convidou-se a impor esta condecoração o Exmo. General Chefe do Estado-Maior do Exército, o General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, e o Vice-Chefe do Estado Maior da Armada, Vice-Almirante Jorge Manuel Novo Palma.
Foram agraciados no Grau Ouro os:
– Exmo. Sr. Ex-Presidente do Núcleo de Braga, Cor. João Paulo Amado Vareta,
– Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Geral do Núcleo da Covilhã, Dr. João Carlos Bonina de Mesquita,
– Exmo. Senhor Vice-Diretor do Complexo Social Nª Srª da Paz no Porto, Cor. Fernando Jorge Calisto Duarte,
– Exmo. Sr. Diretor da Residência S. Nuno de Sta Maria em Estremoz, SMor Vitor Manuel Frois Caldeira,
– Exmo. Sr. Presidente do Núcleo de Reguengos de Monsaraz, SMor António Fernando Brites Couto,
– Exmo. Sr. Presidente do Núcleo de Coimbra, Coronel João Paulo Silvestre Paulino.
Convidaram-se a impor esta condecoração o Exmo. Presidente da Liga dos Combatentes, o Exmo. Vice-Presidente e o Exmo. Secretário-Geral da Liga dos Combatentes, tendo assim terminado a imposição de condecorações, e dando-se início ao desfile das forças em parada.
O Comandante da Força deu as ordens respetivas para se iniciar o desfile, a iniciar-se com a Banda do Exército, o Estandarte Nacional à guarda da Liga dos Combatentes desde 1928 e uma Companhia Conjunta comandada pelo Capitão de Artilharia Fábio Nunes, 1 pelotão da Marinha, 1 pelotão do Exército e 1 pelotão da Força Aérea.
A Liga dos Combatentes tem as seguintes condecorações:
– Três da ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito;
– Membro honorário da Ordem de Mérito;
– Duas de Cruz de Guerra de 1ª Classe;
– Duas de Serviços Distintos Grau Ouro;
– Placa de Honra da Cruz Vermelha;
– Membro honorário da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
No final da parada militar deu-se início à cerimónia de homenagem aos combatentes mortos pela Pátria.
Em virtude da situação originada pela pandemia do Covid19, a cerimónia de deposição de flores decorreu com moldes diferentes, sendo que as coroas de flores estavam pré posicionadas: a da APCA, Associação Portuguesa dos Capacetes Azuis, da Liga dos Combatentes, do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e do Ministro da Defesa Nacional.
O Presidente da Liga dos Combatentes, acompanhado do Presidente da APCA e de um representante da Guarda Nacional Republicana e de um representante da Polícia de Segurança Pública, prestaram homenagem aos combatentes das Operações de Paz e Humanitárias, deslocando-se para a lápide na parede do Museu com os nomes dos militares caídos nestas operações.
Após o regresso do TGen. Chito Rodrigues à tribuna, S. Exa. o Ministro da Defesa acompanhado pelo Sr. Almirante CEMGFA e pelo Presidente da Liga dos Combatentes dirigiu-se ao Monumento aos Combatentes do Ultramar onde se encontravam as três coroas e procederam à homenagem aos mortos caídos em defesa da Pátria.
Foram executados pois o toque do silêncio, toque de homenagem aos mortos caídos em defesa da Pátria, 30 segundos de silêncio e o toque de alvorada, tendo a entidade que preside regressado à tribuna, e sendo ouvido o Hino aos Combatentes.
Terminada a cerimónia militar, dirigiu-se o Ministro da Defesa ao Museu do Combatente acompanhado pelo Almirante CEMGFA, Presidente da Liga dos Combatentes, Chefes dos Ramos das Forças Armadas e representantes das Forças de Segurança e restantes convidados, onde foi inaugurada a LARC-V (Lighter, Amphibious Resupply, Cargo, 5 ton), cedida pelo Museu de Marinha representado pelo Director do Museu de Marinha, Comodoro José António Croca Favinha, por designação do Almirante Chefe do Estado Maior da Armada.
Dirigiram-se em seguida para a Sala Aljubarrota onde puderam observar as exposições de Isabel Martins do Museu do Combatente sobre as Forças Nacionais Destacadas e a exposição de cartoons Mission Crayon do Coronel Paulo Gonçalves, acompanhada pelo vídeo, musical de 15 minutos, sobre a experiência na Bósnia que deu origem a este trabalho em Estreia Mundial no Museu do Combatente.
O tema do episódio apresentado em estreia mundial no Youtube no dia 29 de Maio, “The Messenger”, é baseado numa história verídica vivida pelo Coronel Paulo Gonçalves quando em missão na Bósnia, entre outros países.
O diálogo em português é do Coronel Paulo Jorge Machado Dias Gonçalves, a música e líricas são da autoria de Ryan Patrick Martins, o trabalho foi dirigido por John Coppola e o intérprete é Eduardo Enrikez.
15 minutos de emoção, que começam com a saudade da família, de Lisboa, do cheiro de sardinhas assadas, depois a perigosa viagem de jeep para Sarajevo, com as bombas a passarem por cima da cabeça enquanto ouviam os Queen, num ritmo de rock, e a chegada à Bósnia, onde uma pergunta de uma criança cinco anos : como é a guerra no teu país? foi o início deste trabalho, com um monólogo cantado que coloca questões prementes sobre a guerra e a paz, sobre a realidade desta dualidade…onde está a guerra e onde começa a paz? Qual é a situação normal? A guerra ou a paz? E o que podemos nós ser ???? Mensageiros….mensageiros da paz e pacificadores…
Difícil explicar em palavras os sentimentos que nos atingem…que nos arrepiam e fazem pensar…
A procurar no YouTube a partir do dia 29 de maio: The Messenger…..
O Eng.º Vítor Cardoso, autor das peças da exposição dos Navios inaugurada em 11 de novembro passado, ofereceu mais uma peça a NRP 330, Vasco da Gama à Liga dos Combatentes, peça exposta no Museu do Combatente.
A Liga dos Combatentes e o Museu do Combatente agradecem os apoios da Panasonic com equipamento multimédia para o evento, aos militares da Marinha envolvidos no processo de transporte e cedência da LARC para o Museu do Combatente:
CMG Rebocho Antunes – Estado Maior da Armada (Divisão de Material)
CFR Fuzileiro Silva Caldeira – Comando do Corpo de Fuzileiros
CFR Eng.º Santos Fonseca – Direção de Navios
CTEN Eng.º Cunha Gomes – Estado Maior da Armada (Divisão de Material)
CTEN Alface dos Reis – Estado Maior da Armada (Divisão de Relações Externas)
1TEN Ana Tavares – Museu de Marinha
2TEN Cátia Rosalino – Direção de Navios
Técnico Superior Eng.º Civil Crisóstomo Gregório – Direção de Infraestruturas
e a todos os funcionários do Museu do Combatente que apoiaram o marketing na pintura, restauro do Museu – equipamentos e material – e na preparação da sala de exposição e catering – Pedro, João, Simão, Faustino, Miguel e Ana Paula, bem como ao património da Liga dos Combatentes na aquisição e transporte de materiaIs para o evento.
Um agradecimento final ao Sr. TCo. Álvaro Diogo, speaker da cerimónia, ao Sr. Comandante Francisco Monteiro e ao TC Tiago Costa de Benavente pela disponibilidade e ajuda na confeção de nova capota e estofos na UAGME, para o jeep Mutt, exposto no Museu, e que conseguiram numa semana responder ao nosso pedido de apoio.
No final foi servido na parada e na Sala S. Mamede um ligeiro catering.
Texto: Isabel Martins (Museu do Combatente)
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1921. Constituem objetivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de ações de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a proteção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objetivos, nomeadamente no que respeita à adoção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por atos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e direto dos seus associados.

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A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1921. Constituem objetivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de ações de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a proteção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objetivos, nomeadamente no que respeita à adoção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por atos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e direto dos seus associados.

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