O dia de Santa Eulália de Beiriz, assim se chamava a freguesia, que se festeja a 10 de Dezembro, serviu para descerrar um monumento em honra dos antigos combatentes do Ultramar. A cerimónia contou, entre outros, com a presença de Luís Diamantino, Vice-presidente da Câmara e Vereador da Cultura, Ricardo Silva, Presidente da União de Freguesias da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai, Tenente-coronel Coelho dos Santos, actual comandante da Escola dos Serviços, Sargento-chefe Veiga Veríssimo, adjunto do comandante, Delfim Afonso, pároco de Beiriz, e os membros da junta, Amadeu Matias de Beiriz e Augusto Moreira de Argivai. Estiveram também presentes cerca de duas dezenas de ex-combatentes.
O memorial em granito cinzento, com o brasão da freguesia, está localizado no largo da igreja, antigo quintal da escola onde Firmino Torres aprendeu a ler: “O local é muito simbólico para nós, porque havia aqui uma escola, este local era o quintal e ao lado ficava o recreio. É para mim uma satisfação muito grande inaugurar este monumento porque marca a nossa presença pelas terras do ultramar e é também para perpectuar a memoria dos combatentes e amigos. Eu e tantos outros tivemos a sorte de regressar sãos e salvos. Esta era uma aspiração antiga, ainda antes da União de Freguesias. Espero que, acabada esta pandemia, possamos reunir os antigos combatentes, numa missa na igreja, com uma romagem ao cemitério e ao monumento, terminando o dia num convívio entre todos”.
Para Ricardo Silva está a cumprir-se um desejo da população: “Um momento dramático que faz parte da história de Portugal e que teve um impacto muito grande, que foi a Guerra do Ultramar. Era muito importante fazer justiça aos filhos de Beiriz, uns ainda são vivos e outros nunca voltaram, criar um lugar de memória e imortalizar tudo o que aconteceu para que não haja uma negação do que existiu em relação à Guerra Colonial”. E acrescenta: “Desde que assumi a presidência da União de Freguesias, sempre escolhemos o dia de Beiriz e o dia de Argivai, como forma de se comemorar a freguesia, para que continue a existir aquele sentido de pertença, aquele orgulho de pertencer à freguesia de Beiriz ou de Argivai. Hoje é o dia de Santa Eulália, e o dia de Beiriz. Por isso, a 10 de Dezembro, fazemos sempre uma homenagem. Esta estava em falta há 46 anos e partiu de uma proposta de antigos combatentes, que achavam que devia haver este marco em Beiriz. Inclusivamente o objecto em si, o brasão de Beiriz, foi feito pelos irmãos Torres que são escultores desta terra”.
O Monumento tem gravado os nomes de Acácio Dias, José Bento Fernandes e José Costa Silva, os três combatentes naturais de Beiriz, que perderam a vida em Angola e Moçambique.
Fonte: www.vozdapovoa.com
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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