O Monumento, inaugurado em 1938, e as lápides dos 44 soldados portugueses sepultados naquele Cemitério tiveram uma intervenção de limpeza, resultante do esforço da Liga dos Combatentes, em colaboração com o Estado-Maior-General das Forças Armadas. A cerimónia protocolar começou às 10h30 com uma alocução do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Chito Rodrigues, seguindo-se um discurso do Ministro da Defesa Nacional, Dr. João Gomes Cravinho e da Conselheira Regional, do Sub Perfeito de Boulogne Sur Mer, Jean-Philippe Vennin.
Presentes também a Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Profª Drª Catarina Sarmento e Castro, e do Chefe de Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, em representação do CEMGFA, o Embaixador de Portugal em França, Dr. Jorge Torres Pereira, o Cônsul de Portugal em Paris, Dr. Carlos Oliveira, o Cônsul Honorário de Portugal em Lille, Bruno Cavaco, e o Adido Militar de Portugal em Paris, Coronel Hilário Peixeiro, e antigos combatentes.
A cerimónia de homenagem continuou com a deposição de flores pelo Presidente da Liga dos Combatentes, Joaquim Chito Rodrigues, Chefe de Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, em representação do CEMGFA, Embaixador de Portugal em França, Dr. Jorge Torres Pereira, Ministro da Defesa Nacional, Dr. João Gomes Cravinho, a Conselheira Regional representante do Presidente do Conselho Regional de Hauts de France, Xavier Bertrand, representante do Maire de Boulogne-sur-Mer, Sr. Frédéric Cuvillier, representante do Perfeito de Pas de Calais.
Após os toques aos mortos e alvorada, a oração de S. Exa. o Bispo das Forças Armadas Portuguesas. D. Rui Valério. Ouviram-se os Hinos Nacionais de Portugal e França pela Fanfarra de Boulogne-sur-Mer, após os quais a comitiva visitou as campas que têm em cima as placas com os nomes dos militares mortos.
De notar a presença dos guiões da Liga dos Combatentes de Paris e de Hauts-de-France, sendo a porta estandarte deste a conhecida Felícia Glória da Assunção-Pailleux, de 94 anos e filha de um soldado português da Grande Guerra, cumprimentada pelo Sr. Ministro da Defesa Nacional e pelo TGeneral Chito Rodrigues bem como por outros membros da comitiva no final da cerimónia.
O Padrão de Ambleteuse (Pas de Calais) foi o primeiro monumento erigido em memória dos portugueses que tombaram na guerra em França tendo sido patrocinado pela Cruz Vermelha Portuguesa no local onde tinha sido colocado o hospital português.
Foi inaugurado a 30 de julho de 1919, tendo como inscrição “Erigido pela Cruz Vermelha Portuguesa em 1919” e noutra legenda “Neste local foi construído pela Cruz Vermelha Portuguesa um hospital de guerra”, e com a Cruz Portuguesa foram visitados ao fim da manhã.
A visita ao Cemitério Militar Português de Richebourg, no norte da França, onde estão sepultados 1.831 soldados do Corpo Expedicionário Português (CEP) decorreu durante a tarde.
No dia anterior, numa cerimónia na Embaixada de Portugal em Paris, e com a presença do Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, da Ministra Delegada junto da Ministra das Forças Armadas francesas, Dra. Geneviéve Darrieussescq, da Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Professora Doutora Catarina Sarmento e Castro, do Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Chito Rodrigues, entre outras entidades civis e militares portuguesas e francesas, foram condecorados: 
  • Por proposta do Presidente da Liga dos Combatentes ao Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, representado pelo Chefe de Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, com a Medalha Cruz de São Jorge, Primeira Classe, o Presidente do Souvenir Français, Contrôleur Général des Armées Serge Barcellini, pelas suas relevantes qualidades pessoais, elevada competência e extraordinário desempenho na aproximação e prestígio das Forças Armadas e dos seus Combatentes de França e Portugal. 
A Medalha Cruz de São Jorge é uma medalha privativa do Estado-Maior-General e destina-se a galardoar os militares e civis, nacionais ou estrangeiros que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Estado-Maior-General das Forças Armadas. 
  • Pelo Ministro da Defesa Nacional, Général de Brigade Eric Peltier, anterior comandante da Missão de Treino da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM-RCA);
  • Pelo Presidente da Liga dos Combatentes, Dr. Georges Viaud, Presidente do Núcleo de Paris da Liga dos Combatentes, com a medalha da Liga dos Combatentes Honra ao Mérito, grau ouro.
Palavras do Presidente da Liga dos Combatentes
Isabel Martins, mkt Museu do Combatente
Fotos: Liga dos Combatentes
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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Liga dos Combatentes
A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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