A inauguração do Monumento de Homenagem aos Combatentes do Ultramar, denominado à Sagrada Família, implantado num terreno plano e verdejante típico das planícies da Califórnia, teve início com as palavras do Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes em Turlock, Califórnia, Vital Marcelino, que falou sobre a Liga dos Combatentes, os seus objectivos através dos tempos, a presença do seu Presidente, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues e Secretário-geral, Coronel Lucas Hilário, explicando a motivação dos antigos combatentes e familiares que levaram à sua construção e à realização deste evento.
Vital Marcelino apresentou seguidamente a constituição da Direcção do Núcleo, onde além dele se encontra como Vice-Presidente o Sr. Artur Teixeira, Jesuíno Reis, Secretário e Tesoureiro, e os vogais Srs. António Gabriel da Silva, Euclides Álvares, Abel Rocha e a D.ª Florinda Teixeira.Seguidamente a voz forte e clara de Nancy Lourenço entoou os Hinos Nacionais dos Estados Unidos da América e de Portugal, após o que foram descerradas as placas comemorativas da inauguração do monumento pelo Tenente-general Chito Rodrigues, e pela Cônsul-Geral de Portugal em S. Francisco, Dr.ª M.ª João Lopes Cardoso, acompanhados pelo Presidente do Núcleo da Califórnia, Vital Marcelino.
A coroa das flores representando os militares caídos no Ultramar foi entregue ao TGen. Chito Rodrigues que a depositou no Monumento acompanhado pela Cônsul-Geral de Portugal em S. Francisco, pelo pároco da paróquia, Padre Manuel Sousa, pelo Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes em Turlock e pelos familiares dos militares conhecidos e desconhecidos caídos no Ultramar, sendo ouvido o toque do silêncio pelo clarim de José Matos.
O Bispo Diocesano D. Myron Cotton, neto de imigrantes da ilha Terceira nos Açores, abençoou o Monumento, tendo pronunciado a bênção em português e inglês.
Foi convidado a tomar a palavra o orador Sr. Euclides Álvares, que fez serviço militar na Força Aérea em Angola, sendo entre outras diversas actividades locutor da rádio Voz dos Açores, e é actualmente um dos vogais da Direcção do Núcleo, seguido pelo Vice-presidente do Núcleo Sr. Artur Teixeira, das intervenções da Cônsul-geral de Portugal em S. Francisco, do TGen. Chito Rodrigues, e do Coronel Lucas Hilário, tendo Jesuíno Reis agradecido a presença de todos no evento.
O Secretário-geral da Liga dos Combatentes explicou sobre a atribuição de medalhas pelo TGen. Chito Rodrigues e o seu significado. Assim, a medalha de ferido em combate foi atribuída a título póstumo ao irmão do Vice-presidente do Núcleo da Califórnia, Sr. Artur Teixeira, sendo uma medalha atribuída a quem fica gravemente ferido em combate.
Foi dado um louvor a Euclides Álvares, sócio combatente 122.980, pelo trabalho desenvolvido em prol da criação deste Núcleo, e também ao Pd. Manuel Fontes Sousa, um dos fundadores do Núcleo da Califórnia da Liga dos Combatentes, que foi considerado Sócio Benemérito da Liga dos Combatentes. Também à Cônsul-geral e ao Bispo Diocesano foram oferecidas medalhas da Liga dos Combatentes.
Vital Marcelino encerrou a cerimónia com uma breve intervenção, lembrando a data de 9 de Abril, Dia do Combatente, e convidando todos os presentes para a celebração do evento num encontro anual da comunidade, agradecendo a todos os que trabalharam para o evento e ao Arq. Garry Jerry criador do monumento. Anunciou também o Fado das Trincheiras, o Fado da Despedida e o Hino da Liga dos Combatentes a finalizar.
Missa de celebração da Inauguração do monumento aos Combatentes do Ultramar (Vídeo)
Na Paróquia de Turlock o Sr. Bispo Diocesano de Statton, Myron Cotton celebrou Missa de acção de graças, que começou com as boas vindas a todos os presentes, especialmente combatentes e familiares de combatentes do Ultramar, e com o Toque da Alvorada por clarim.
O TGen. Chito Rodrigues leu a primeira leitura e o Coronel Lucas Hilário a segunda leitura. Na oração dos Fiéis foram lembrados o TGen. Chito Rodrigues, Coronel Lucas Hilário, os membros do Núcleo da Liga dos Combatentes na Califórnia, e todos os combatentes e familiares também de Portugal. No final o Padre Manuel Fontes de Sousa convidou todos os presentes a seguirem em procissão atrás da banda para o local onde se realizaria a cerimónia de inauguração e no final para o almoço partilhado ao ar livre e no belo recinto do evento.
Fonte: im, Museu do Combatente
  • Turlock.Monumento.2019-1
  • Turlock.Monumento.2019-2
  • Turlock.Monumento.2019-4
  • Turlock.Monumento.2019-5
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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