A Liga dos Combatentes (LC) chegou este fim de semana a Luanda para iniciar a chamada Operação Embondeiro, destinada a recuperar as áreas dos cemitérios onde estão sepultados portugueses mortos durante a guerra colonial. O presidente da Liga e líder da equipa presente em Luanda, tenente-general Chito Rodrigues, adiantou ao DN que os primeiros trabalhos vão cingir-se aos cemitérios da capital angolana – onde esta semana vão ser estabelecidos “os contactos necessários ao planeamento e desenvolvimento da operação”.
A LC tem identificadas 1548 campas de militares portugueses (dos quais 586 da então Metrópole), havendo ainda registo de “90 desaparecidos e 55 não localizados”, precisou Chito Rodrigues.
“A finalidade principal da operação é garantir e manter a dignidade dos lugares cemiteriais onde se encontrem inumados militares portugueses, recolher para áreas cemiteriais ou ossários os restos mortais isolados” ou que estejam fora desses cemitérios, explicou o general. Acresce que a LC também vai “garantir o apoio necessário às trasladações que forem solicitadas” pelas famílias desses soldados mortos em Angola, acrescentou Chito Rodrigues.
Estes trabalhos foram recentemente autorizados pelo governo de Angola, após anos de contactos bilaterais, inserindo-se no chamado Programa de Conservação das Memórias da LC.
Esses trabalhos abrangem os diferentes locais do mundo onde há portugueses mortos em combate ao longo dos tempos, com particular destaque para os campos de batalha da Grande Guerra e nos países africanos lusófonos onde se travou a guerra colonial (1961-1974).
A Operação Embondeiro vai abranger “todo o território angolano” e é feito em coordenação com o Ministério angolano dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, assim como com o Ministério português da Defesa.
Durante esta estada em Luanda, a LC tem previstos contactos com várias autoridades angolanas, desde os ministros dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, da Defesa, da Saúde, da Justiça e Direitos Humanos, do Interior e das Relações Exteriores.
Fonte: DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Manuel Carlos Freire
Liga dos Combatentes
Author: Liga dos Combatentes

A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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A LIGA DOS COMBATENTES, inicialmente designada por Liga dos Combatentes da Grande Guerra, foi fundada em 1923. Constituem objectivos da LIGA DOS COMBATENTES: a. Promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especial entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal; b. Promover o prestígio de Portugal, designadamente através de acções de intercâmbio com associações congéneres estrangeiras; c. Promover a protecção e auxílio mútuo e a defesa dos legítimos interesses espirituais, morais e materiais dos sócios; d. Cooperar com os órgãos de soberania e da Administração Pública com vista à realização dos seus objectivos, nomeadamente no que respeita à adopção de medidas de assistência a situações de carência económica dos associados e de recompensa daqueles a quem a Pátria deva distinguir por actos ou feitos relevantes praticados ao seu serviço; e. Criar, manter e desenvolver departamentos ou estabelecimentos de ensino, cultura, trabalho e solidariedade social em benefício geral do País e directo dos seus associados.

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